Superação no 70.3 Palmas (TO)

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Se, em Porto Rico, a prova mostrou o que tenho capacidade de fazer fisicamente, ontem, em Palmas, o 70.3 foi um teste emocional, uma prova para ver a minha força mental. Estou colocando as coisas assim, meio extremadas, mas sei que corpo-mente não estão separados. O fato é que, por tudo que precisei fazer ontem, o 10º lugar me deixou muito feliz. Ainda volto para casa como o terceiro melhor brasileiro nessa disputa muito forte, valendo o Sul-Americano da distância.

Com uma premiação generosa e valendo vaga para o Mundial 70.3, o Meio Ironman de Palmas, no Tocantins, neste domingo (10), atraiu um grande número de triatletas estrangeiros, entre os quais, muitas feras. Vários brasileiros, também. FRANKpalmas

Foi uma prova rápida e intensa do início ao fim; somente o forte calor e a umidade foram capazes de segurar, na marra, o alto nível dos atletas. Senti muito o calor e a umidade na hora da corrida. Briguei com o corpo e a cabeça, foi uma superação. Momentos específicos, no entanto, fortaleceram meu planejamento e treinamento, respostas que têm a ver com minha preparação para o Ironman Brasil, em maio.

Por exemplo: na natação, larguei muito bem posicionado, me encaixando no primeiro grupo e ali permanecendo com facilidade, em ritmo forte. A água do lago era bastante pesada e o percurso estava um pouco maior, isso fez os tempos subirem um pouco. A transição desse primeiro grupo foi realizada de forma muito, muito rápida – outra importante dica de que há sempre o que melhorar. Os 90km de ciclismo se desenvolveram dentro do planejado, apesar do calor, e entreguei a bike entre os 10 primeiros.

Para os 21km de corrida, foi preciso superação. Reduzi o ritmo, caminhei nos postos de hidratação, lutei contra a vontade de desistir. Muitos dos participantes caíram de ritmo ali. Na vez de os amadores completarem a disputa, chegou a chover um pouco, amenizando a sensação sufocante. Mas meus atletas RaiaSul também sentiram o desafio imposto pelo clima. Estavam na prova Ivã Boesing, Andrei Bratz, Christian Saldanha, Vinicius Mattos, Emerson Cosetin, Tiago Barros e Jobe Better. Parabéns, guerreiros!

A cidade foi muito acolhedora, um bom público acompanhou toda a prova, bem interessado. Organização, segurança, apoio e incentivo do governo e demais entidades afins foram exemplares. O envolvimento de todos ajuda a criar a cultura pró-competições, que exigem toda uma logística e mudança no funcionamento da cidade, desde o primeiro evento. Acho que a prova em Palmas veio para ficar e isso é muito legal!

 

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