Minha evolução na Elite das provas longas

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Lá se vão 5 anos desde a minha primeira prova longa no triathlon, em 2011. Fiz questão de elaborar esse post para deixar claro que resultados melhores não caem do céu. São fruto de pequenos avanços, conquistas diárias, com determinação e paciência, degrau por degrau. Olhando para trás, de modo geral, os principais investimentos foram na bike e na corrida – vieram daí as melhoras respostas nos meus tempos.

É legal lembrar, também, que minha trajetória no longa deve muito à disciplina e ao trabalho feito antes: comecei nas provas curtas. O alto rendimento em distância olímpica exige muito volume. Foram 10 anos em provas curtas e olímpicas e, no meu período de base, a partir do meu quinto ano no triathlon, sempre coloquei um meio Iron na minha preparação: o Longa Distância de Pinhal! O que quero dizer com isso é que o volume não surge de repente na minha trajetória, e dou muito valor a esse know how que construí antes de decidir me dedicar às provas longas.

Abaixo, compartilho com vocês um pouco da experiência e da evolução em cada um dos oito Ironman que completei: do primeiro, em 2011, com 9h32min e 24º lugar na Elite ao último, em Floripa, domingo passado, com 8h20 e a 8º colocação, como o segundo melhor brasileiro na acirrada disputa pelo Campeonato SulAmericano de Ironman.

Segundo melhor brasileiro em Floripa neste ano
Segundo melhor brasileiro em Floripa neste ano

 

24º lugar no 1º Iroman

2011 | 9h32 Cozumel MEX

Escolhi uma prova dura, prometendo calor, vento e longe daqui, México, onde cheguei sem peso, sem pressão, bem relaxado para o meu primeiro Iron. Havia treinado pouco, não queria perder velocidade, então, optei por menos volume. Porém, lá cheguei – além de sem pressão – sem bike também! Rsrs Extravio de viagem. Tive de alugar outra, nada ajustada ao meu corpo e sofri demais no pedal. Fiz uma natação incrível, lembro que saí da água com os líderes, mas sem a minha própria bike óbvio que o Plano A tinha naufragado. A expectativa era fazer o pedal para 4h50 e larguei a bike com mais de 5h. A corrida foi um desastre. Apesar desse azarão logístico e mecânico, terminei a prova faceiro, porque sabia que tinha dado o meu melhor dentro das condições postas.

 

12º lugar no 2º Iron

2012 | 8h48 Floripa BRA

A principal mudança desse ciclo de treinamento para o anterior é que incluí mais volume, já pensando em um resultado melhor. E encaixei mesmo. Considero que fiz uma baita prova: nadei bem, pedalei bem, no segundo grupo, fechando em 4h44 eu acho. Na corrida, paguei um pouco a força do pedal, mas consegui finalizar abaixo das 9h. Por conta do problema com a bike no Iron anterior, considero que este em Floripa é que foi, de fato, meu primeiro Iron.

 

21º lugar no 4º Iron

2013 | 10h05 Floripa BRA

Ironman é assim: a gente faz três ou quatro e encaixa dois. Comecei a aprender isso nessa prova. Fiz uma preparação incrível. Tinha uma expectativa forte – acho que isso atrapalhou um pouco; hoje, mais de longe, percebo que não estava relaxado para fazer a prova. Na semana pré-prova, fiquei doente, estava com uma virose na véspera da competição. Mas a gente acha que é um leão e insiste. Fui adiante, ver o que poderia render. E rendeu esse tempo alto. Mas eu estava bem treinado, tanto que fiz um segundo semestre muito bom: estava por vir um grande resultado.

 

13º lugar no 3º Iron

2013 | 8h20 Flórida EUA

Como disse, eu estava muito bem condicionado, além de ter investido mais treino e tempo em cima da bike. Viajei sozinho para lá. Isso foi bom. Fiz uma natação que me colocou nas pontas e pedalei incrivelmente bem. Nessa prova, foi a última ou penúltima vez em que usei medidor de potência. Foram 250w de média, 4h34 de pedal, fiquei muito feliz, e ainda consegui a terceira melhor maratona do dia.

 

11º lugar no 5º Iron

2014 | 8h52 Floripa BRA

Fiz um tempo bom, mas não atingi a colocação que eu queria nem fiz a maratona que podia fazer. Fiquei devendo para mim mesmo, o TOP 10 me escapou. Tinha a intenção de ter pedalado mais forte. Vi que precisava evoluir mais na bike e foi no que apostei a partir dali. E continuo até agora.

 

lugar no 6º Iron

2014 | 8h58 Fortaleza BRA

Cheguei 10 dias antes, me aclimatei com o vento característico local e tive a felicidade de fazer uma grande prova. Saí bem da água, mas foram 120km pedalando sozinho. Muito vento. Saí para correr muito quebrado e segurei uma maratona razoável, sob calor. Foi uma prova muito dura, nesse sentido parecida com a Cozumel. O TOP 5 me marcou bastante.

 

10º lugar no 7º Iron

2015 | 8h20 Floripa BRA

Ano passado, nesse Iron, é que posso dizer que atingi meu melhor condicionamento para provas de Iron. Muito pelo contexto da prova também: o nível técnico estava muito, muito alto. O tempo que fiz me daria um TOP 5, um TOP 3 em outros anos. Foi um dia perfeito. Nas três modalidades me levei ao limite mas de modo regular, com muita consistência. Fui o terceiro melhor brasileiro. No segundo semestre, optei por não fazer prova longa.

 

lugar no 8º Iron

2016 | 8h20 Floripa BRA

Posso dizer que, de novo, Floripa fecha com chave de ouro esse meu ciclo de treinamento. Claro, quis ser o melhor brasileiro na prova, fiquei um tempo nessa posição, mas acabei caindo para segundo. Ao mesmo tempo, percebi que dá para ir mais longe e baixar dessas 8h20m. Tenho dois, três anos ainda pela frente e é isso que vou buscar, evoluindo mais no ciclismo e na corrida.

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